domingo, 29 de novembro de 2009

Calma...


Perco-me na calma de não viver,
Na calma de não sentir
Na calma de um sonho
Que pensei estar a ter.

Na calma do passar da vida
Do tempo a me percorrer
Perco-me, escondo-me
Deixo de me querer perder.

Calma! Nas provas que a vida nos dá
Calma! No sorriso que queres mostrar
Calma! Não vivas assim, tão intensamente
Calma! Deixa-te levar....

Na calma que a vida me impôs
Perco-me a sonhar
Mas no meio de tanto sonho que posso ter
Deixo de iludir, sentir, querer ficar....

No sonho que foi escurecido
Foi esquecido, apagado
Existe a pequena chama
Esperança, de ser de novo agarrado....

Sonho meu, sonho meu
Na calma que queres que tenha em viver-te
Explica-me como se fosse uma criança
Vale a pena continuar a querer-te?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Na ilusão...

Perco-me nos braços
De alguém enovoado
Dificil de ver, perceber
À minha vista pelas nuvens tapado.

Se um dia me perder de vez
Não ter medo de me dar
Perder a lucidez
Poderei nesse dia te ver num olhar?

Sinto-me bem sendo tua
Sinto-me mal por não te conseguir ver
Sinto-me regida pela lua
Nas nossas noites, momentos de prazer.

Olho para ti
Não te consigo olhar
Olha para mim.... SORRI
Será que nunca vai dar?

Sabe-me bem ter-e aqui
Dar-te carinhos, mimar-te assim
Olho em volta, está a amanhecer
A ilusão chegou ao fim.

Olho para ti indiferente
Sorris para mim
Mais tarde dás-me aquele beijo
Que mesmo sem querer, me prende a ti.

Peço que o tempo passe
Passe ao meu lado e se esqueça de mim
Para eu própria ter tempo
De me iludir a pensar em ti.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lágrima...

Deitei uma lágrima
Deitei outra atrás de outra
Deixei-me levar
Quando no passado
Prometi a mim mesma
Nunca mais deixar.

Não me viste
Nem nunca vais ver
Deixar fugir lágrimas
Só o deixo no meu Mundo
Na solidão com o meu ser.

Nas lágrimas que soltei
Houveram palavras que não disse
Mas foram embora
Sairam de mim
Já não voltam a ser ditas
Muito menos a ti.

Lágrimas que de mim sairam
Sem razão aparente
Só eu sinto, só eu noto
O que quero dizer
O que me atormenta a mente.

Lágrimas que prometi
Nunca mais deixar sair
Farto-me de rir de mim
Como é possivel mentir
E acreditar na verdade inventada
De uma forma cega, ridicula, assim...

sábado, 14 de novembro de 2009

Noite escura

Quando a noite escura desespera por um olhar teu
Eu morro de medo que olhes para mim.
Temo que no meio da escuridão me descubras,
Temo te descubrir a ti.

Olho em volta para evitar te ver,
Não vejo mais ninguém,
Olho para trás,
Apetece-me fugir, esconder.

Nesta escuridão vádia,
Escondida de quem a quer ver,
Encontro-me eu, perdida
A tentar não me entender.

Fujo desse teu olhar dificil de decifrar,
Tenho medo, muito medo
Deixa-me esconder,
Evaporar....

Tapa-me dele noite escura,
Põe-te à minha frente, camufla-me
Faz de conta que não existo,
Que de repente deixaste de me ver...

Não me denuncies ao seu olhar,
Não me mostres, não olhes para mim,
Tenta disfarçar.
Pssiu, esconde-me....
Obrigada, gosto de ti!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Regressar...

Sei la que dizer,
Não sei que te diga,
Parece que preciso que me puxes as orelhas,
Me dês na cabeça
Para não abandonar a realidade
E viver a ilusão.

Parece que quando estou contigo
Me demito da função de pensar
E emprego-me na de sentir
Sem conseguir perceber
Até que ponto me estou a iludir.

Fala-me ao ouvido
Grita comigo
Para eu pensar
Diz-me tudo e muito mais
Para eu perceber que nunca me vais enganar.

Esquece o que digo,
Ou o que pareço dizer só com um olhar
Pensa que é mentira
Que é uma ilusão
Diz-me tudo o que pensas
Sem nunca parar...

Não me deixes sentir
Procura nunca deixar
Chateia-te comigo
Garreia comigo
Faz-me à realidade sempre retornar....