segunda-feira, 26 de abril de 2010

Que medo!!!

Teu olhar faz-me estremecer...
Quando páras assim,
Com o teu olhar terno a olhar para mim
Sinto-me tremer por dentro
Sinto-me arrepiar
Só de te ver olhar assim.

Espero uns segundos para me recompor
Sorrio para não perceberes o que se passou
Dá para ver que não notaste que estremeci
Ainda bem que não se notou!

Páras e olhas de novo
Olhas-me tão fundo que me mete medo
Olho para ti, engulo em seco
Sei lá, que desassossego
Me provocas com esse teu simples olhar.
Ai porra...Que medo!!!

Não olhes para mim assim,
Não queres ver o meu coraçao desassossegado
Não é?
Então não olhes para mim assim,
Se não um dia, de tanto te ver olhar
Fico choné, sem saber que pensar.

Tás a olhar para mim de novo não é?
Com esse olhar que nem tu percebes que mandas
Penso eu de que...
Vou mas é parar de sentir, toca a raciocinar...
Vá que a vida não é isto...
Mas tu pensas que a vida
Gira em torno da palavra apaixonar?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Feliz no momento...

No acaso do esquecer
Esqueci sem querer
Quis sem perder
Vivi sem viver.

Esqueci o que havia para esquecer
Sorri sem motivo para isso
Perdi-me no mundo do querer
Esqueci a condição do compromisso.

Na vida que vivi
Sem ter a noção de viver
Sorri, sorri, sorri
Não quis parar para sofrer.

Cada vez que olhaste para mim
De esguelha sem eu perceber
Conseguiste ver que sorri
Eu sabia que me estavas a ver.

Para não dar parte fraca lutei
Cada vez que cai, me levantei
Corri, corri, parei
No objectivo de viver
A taça ganhei.

Vivo porque sim
Porque sorriu só por viver
Sinto-me feliz assim
Uma apaixonada do Mundo
Que tudo o mais quer conhecer...

domingo, 4 de abril de 2010

Presente...

Não seguindo com olhos o sentido da vida,
Não sentindo o caminho que outrora senti
Encontro-me parada, perdida
Numa vida passada que eu construí.

A luz que na minha frente estava
Desapareceu, fugiu dali
Procuro-a desesperada
O que pode ter acontecido?Estava mesmo aqui...

Deixo de sentir a vida
Deixo de viver com sentido
Fico quieta no meu canto, esquecida
Desejando que ninguem dê por mim
E me deixe ficar, no meu mundo perdido.

Deixa para lá o que sinto
Pisa, esmaga cada palavra que digo
Esquece que existo
Apaga-me da tua vida, se és meu amigo.

No amigo imaginário
Em quem confiei a minha vida
Traduz-se nele o diário
De cada passo, de cada escolha
Que quero ver esquecida.

Temo que um dia tropece
Na vontade que tenho em sobreviver
E dê comigo a olhar
Para o brilho da luz que se desvanece
Na perda da vontade de querer...