domingo, 25 de setembro de 2011

Contrariedades

Escuto cada segundo que passa
Olho cada ponteiro que roda,
Esqueço porque me apetece
Páro para que o tempo ande
Ande e me deixe ali especada
Sem notar a sua presença
Para me sentir a viver o nada...

Descanso sem fechar os olhos,
Durmo sem conseguir sonhar
Choro para dentro por já não conseguir chorar.

Passei para o lado dos maus
Por mais minima que essa passagem seja,
Rés vés o lado dos bons
E esperando que deste lado tudo custe menos
Pois deste lado ninguém fraqueja.

Deixei de ouvir, olhar, sonhar
Passei a fingir, sorrir, virar as costas
Não me deixei mais levar,
Custa menos deste lado estar.

Agora no esquecer me sinto bem,
No sorrir me sinto forte,
No não olhar me sinto a realmente ver,
No não ouvir me sinto feliz,
No não me magoar me sinto viver.

domingo, 22 de maio de 2011

Descanso hiperactivo

Vive cada momento
Vive diferente
Sente o olhar
Vê o cheiro
Dança, pára, sonha
Deixa-te levar.

Vive cada sentimento
Sente cada momento
Deixa-te amar
Em cada nota tocada
Sente cada passo
Passo, contrapasso a te tocar.

Vive cada olhar
Sente o que te dizem
Não sonhes o momento
Ilude-te no tempo
Deixa-te sentir
Cheira o sentimento.

Vive cada tocar
Sente cada cheiro
Toca cada olhar
Rende-te a cada momento
Em que aquele olhar te olha
E comanda cada segundo do teu sentimento.

Vive o teu render
O teu baixar da guarda
O teu sorriso que se quer esconder
Cada toque na tua alma
Sente aquilo que não queres
Mas que vivido, te acalma.

Vive o teu viver
O teu cada segundo
O teu pausar no tempo
O teu descanso hiperactivo
A tua dança desenfreada
Que traz vida a cada nota tocada.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Olhar mentido


Quando olhas para mim
E tentas falar
Noto que cada palavra sentida
Se revela uma verdade
Uma verdade distorcida
Que pretende acalmar
Cada palavra que digo
Com a mentira de acreditar
Que és um ombro amigo.

Deves pensar que gosto de ver
Apenas gosto de acreditar!
Pelo menos naquele segundo
Não me sinto mal no meu ser
Pois naquele teu mundo
Não me queres ver sofrer.

Gosto do que sinto naquele instante
O instante a seguir magoa
Mas deve de ser do Ser inconstante
Que por mais que não queira ver
Sente que é sufocante
Não sentir aquele momento de prazer
Por achar que naquele segundo
Alguém compreendeu o seu viver.

Mas viro-me para o lado
E todo o meu mundo desaba
Não sei porque o fazes...
Posso fingir bem,
Mas não gosto de sofrer
Porque continuas a dizer então
Que gostas de mim e te preocupas
Se me magoas a mim
Por apenas à mentira
Me dares a honra de conhecer?

Não olhes para mim assim
Quando o teu intuito não é gostar,
Apenas fingir que sim...