sexta-feira, 24 de julho de 2009

Escondida...

Dentro de mim, ódio profundo
Ser vagabundo sem rumo e sem lar
Ser diminuto no meio do Mundo
Sem qualquer visão, sem qualquer olhar.
Ser invisivel aos olhos de alguém
Que pode ser qualquer um...
Sem que se perceba que és tu, e tu e tu...
Ser que se julga, se condena à culpa
De nunca ter feito
Aquilo que o ser perfeito devia fazer
Ser que não se perdoa
E que por isso se magoa
Mesmo sem querer...
Ser que chora sem que ninguém note
Que está a chorar.
Ser que sorri, que parece feliz
Para te enganar.
Ser que sou eu,
Ou que não o sou, nem sei que pensar.
Ser que se baralha,
Se esquece, se vai,
Para não mais voltar.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ser...

Dentro de um ser teu que desnorteia o ser meu
Segue um ser meu que odeia o teu
Tendo em conta que o ser meu
Se baralha no ser teu
Deixando o ser teu se camuflar no ser meu
Porque não o ser meu ser teu
E o ser teu ser meu?

Tendo em conta que o ser meu
Permanece junto do ser teu
Obrigando o ser teu
A pertencer ao ser meu
Porquê resistir ao ser meu
Se o ser teu é meu?

Não olhando para trás do ser meu
Não vendo o futuro do ser teu
Porquê não pensar num presente meu e teu?

Sendo o ser meu o sentido do ser teu
Vejo o ser teu como a bussola do ser meu
Olho para o ser meu como a base do ser teu
Penso no ser teu como o futuro do ser meu.

Sendo o ser meu e o ser teu como um só,
Seremos um dia um ser nós, um ser eles, um ser vós....?