Esquece este mundo travasso,
Que te consome te humilha
Avalia cada passo.
Esquece este mundo palhaço,
Que se ri, que goza
Que te mete pedra em cada passo.
Esquece este mundo teimoso,
Que te troca as voltas,
Que te mete em curvas apertadas,
Que te mete ansioso.
Esquece este mundo ingrato,
Que te da um empurrão,
Que te joga no chão,
Que te tira um sapato,
Te obriga a andar descalço,
E que nao te da a mão.
Esquece este mundo impotente,
Que se ri da nossa gente,
Que nao olha em frente,
Que da cabo da nossa mente,
E se da por contente.
Esquece este mundo fraquinho,
Que pensa tão miudinho,
Que se esquece que no meio de nós,
Existe sempre a nossa voz,
Guiada pelo coração,
Que nos mostra a razão,
Nos da forca para andar,
E mesmo descalços,
Para a frente olhar,
Nos erguer, nos levantar,
E contra ele lutar.
domingo, 4 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Ilusão atual
"Bom dia para si
Como tem passado?
Tem tido uns bons dias?
Que lhe têm contado?
Não me diga... Aí malandras
Estas pessoas de hoje em dia..."
Textos estudados,
Exprimidos, repetidos
Decorados,
Textos falsos e mal falados
De enganos mascarados,
De sorrisos disfarçados,
Textos falsos debitados.
Falsa simpatia esta,
Adquirida nos mundos atuais
Falsa simpatia esta
A que estamos habituados
Que não reclamamos
E ainda respondemos
De sorrisos falsos
Mal intencionados.
Sociedade da falsidade
De sorrisos decorados
De olhares fechados
Sem expressão
Imaculados
Sem sentido,
No entanto, admirados
Elogiados e até imitados
Pelos aprendizes da geração.
Que nos interessa sermos amados
De maneira falsa
Elogiados.
Digam o que disserem
Não existe sorriso mais verdadeiro
Que o que vem do coração
Que se espelha num olhar,
Num mostrar de dentes arregaçado,
Numa ruga de expressão.
Sente com o coração
Imita essa ruga de expressão
Cheia de verdade
Cheia de realidade,
Desaprende essa falsidade
Desta nossa atualidade.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Histórias
Olhamos a vida a passar,
Sem rumo fixo,
Sem ancora para estabilizar,
Corremos no seu ritmo,
Tropeçamos e caímos,
Levantamos e surgimos
Pretendendo o tudo alcançar.
Deixamos o coração bater,
Passamos o tempo a tremer,
Vivemos numa tal euforia,
Numa passada forte
Para tocar na alegria,
Que atropelamos sem pensar,
Que pedimos desculpa
Sem ter tempo para parar,
Que vivemos cada dia
Como se cada segundo
Fosse o ultimo a contar.
Andamos que nem desajeitados,
Tropeçamos, pulamos telhados,
Corremos por estarmos cansados
Paramos mas nunca parados,
Vivemos na correria
De um Mundo atrapalhado
Que nos indica, na maioria
Os caminhos errados.
Lutamos por sorrir,
Lutamos por atingir
Cada passo que nos é mostrado.
Somos ensinados a não desistir,
A viver a pensar,
A nunca desanimar.
Vivemos no Mundo,
Em que a esperança é a ultima a morrer,
No entanto, nos caminhos que seguimos
Por mais esforço e vezes que não desistimos,
Vemos-nos desaparecer,
Por entre a terra e o mar,
E a esperança cá fica,
Para a nossa história contar.
Sem rumo fixo,
Sem ancora para estabilizar,
Corremos no seu ritmo,
Tropeçamos e caímos,
Levantamos e surgimos
Pretendendo o tudo alcançar.
Deixamos o coração bater,
Passamos o tempo a tremer,
Vivemos numa tal euforia,
Numa passada forte
Para tocar na alegria,
Que atropelamos sem pensar,
Que pedimos desculpa
Sem ter tempo para parar,
Que vivemos cada dia
Como se cada segundo
Fosse o ultimo a contar.
Andamos que nem desajeitados,
Tropeçamos, pulamos telhados,
Corremos por estarmos cansados
Paramos mas nunca parados,
Vivemos na correria
De um Mundo atrapalhado
Que nos indica, na maioria
Os caminhos errados.
Lutamos por sorrir,
Lutamos por atingir
Cada passo que nos é mostrado.
Somos ensinados a não desistir,
A viver a pensar,
A nunca desanimar.
Vivemos no Mundo,
Em que a esperança é a ultima a morrer,
No entanto, nos caminhos que seguimos
Por mais esforço e vezes que não desistimos,
Vemos-nos desaparecer,
Por entre a terra e o mar,
E a esperança cá fica,
Para a nossa história contar.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Sentimento sentido
Não olhes assim para mim,
Não olhes para as imperfeições que tanto tento esconder,
Esquecer,
Fingir não existir...
Não olhes assim para mim,
Para as perfeições que tento mostrar,
Que não me esforço por mascarar,
Que prefiro nem tentar disfarçar,
Por saber que é isso que te faz gostar.
Não olhes assim para mim,
Sorriso fingido, olhar mentido, sentimento sentido,
No fundo mais verdadeiro que um sonho vivido,
Cheio de altos e baixos,
De futuros ilusórios com um presente definido.
Não olhes assim para mim,
Que o sentimento sentido, outrora vivido,
No fundo sem sentido, vira rumo definido
E no fim, este sentimento ilusório e mentido
Vira o mais verdadeiro de ser vivido...
Não olhes para as imperfeições que tanto tento esconder,
Esquecer,
Fingir não existir...
Não olhes assim para mim,
Para as perfeições que tento mostrar,
Que não me esforço por mascarar,
Que prefiro nem tentar disfarçar,
Por saber que é isso que te faz gostar.
Não olhes assim para mim,
Sorriso fingido, olhar mentido, sentimento sentido,
No fundo mais verdadeiro que um sonho vivido,
Cheio de altos e baixos,
De futuros ilusórios com um presente definido.
Não olhes assim para mim,
Que o sentimento sentido, outrora vivido,
No fundo sem sentido, vira rumo definido
E no fim, este sentimento ilusório e mentido
Vira o mais verdadeiro de ser vivido...
sexta-feira, 21 de março de 2014
Conversa sem continuação
No fundo eu sabia
Sabia que sorria
E teu sorriso não me correspondia
Não me preenchia
Daquele tipica felicidade
Que caracteriza o amar.
Lá bem no fundo eu sabia
Que gostando de ti eu sofria
Mas gostava...
Gostava por mim e por ti
Mas minha consciência sussurava
Tem cuidado, não te livres de mim assim.
Lá no fundo eu sentia
Que esquecia porque sim
Porque não queria pensar em mim.
Mas lá no fundo eu sabia
Sabia que esquecias porque sim,
Porque só querias pensar em ti.
No entanto, o tu passou a ser ele
O amar passou a ser conversa sem continuação
O olhar deixou de existir
O desejo, a paixão
Passou a ser simples ilusão
E no fim o nós era eu e ele
O ele que um dia teve o meu coração.
E no final eu senti,
Senti por mim e por ele,
Senti até não conseguir mais
Até não suportar mais,
Até a dor do gostar ser muito maior que o bom de amar.
Sabia que sorria
E teu sorriso não me correspondia
Não me preenchia
Daquele tipica felicidade
Que caracteriza o amar.
Lá bem no fundo eu sabia
Que gostando de ti eu sofria
Mas gostava...
Gostava por mim e por ti
Mas minha consciência sussurava
Tem cuidado, não te livres de mim assim.
Lá no fundo eu sentia
Que esquecia porque sim
Porque não queria pensar em mim.
Mas lá no fundo eu sabia
Sabia que esquecias porque sim,
Porque só querias pensar em ti.
No entanto, o tu passou a ser ele
O amar passou a ser conversa sem continuação
O olhar deixou de existir
O desejo, a paixão
Passou a ser simples ilusão
E no fim o nós era eu e ele
O ele que um dia teve o meu coração.
E no final eu senti,
Senti por mim e por ele,
Senti até não conseguir mais
Até não suportar mais,
Até a dor do gostar ser muito maior que o bom de amar.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Não foi suficiente...
Esperei tanto por ti
E esperei tanto de ti
Que cai na realidade e pensei
Que burra que fui, não estava em mim.
Esperei tanto tempo que de repente percebi
O tempo passa e eu aqui
Esperando quem não vem
Quem partiu sem para trás olhar
E eu aqui a esperar
Por algo que não vai voltar.
Agarrei-me ao que tinha
Escalei a passo largo
Sem olhar para trás
Andei a passo acelerado
Passei a fronteira e olhei para trás
Já não te vejo
Descansei, estou longe o suficiente
Para não ter que te ter perto
Finalmente, fiquei longe o suficiente.
A cada dia que andei
Andei sem pensar
Corri, descansei
Parei por ainda de ti gostar.
Mas pensei, para quê parar?
Para voltar a pisar, humilhar
Segui em frente e jurei para mim
Nunca mais para trás olhar.
Contigo aprendi uma coisa valiosa,
O suficiente nunca será gostar
Porque gostar foi o que mais fiz...
Temos que querer ficar.
E esperei tanto de ti
Que cai na realidade e pensei
Que burra que fui, não estava em mim.
Esperei tanto tempo que de repente percebi
O tempo passa e eu aqui
Esperando quem não vem
Quem partiu sem para trás olhar
E eu aqui a esperar
Por algo que não vai voltar.
Agarrei-me ao que tinha
Escalei a passo largo
Sem olhar para trás
Andei a passo acelerado
Passei a fronteira e olhei para trás
Já não te vejo
Descansei, estou longe o suficiente
Para não ter que te ter perto
Finalmente, fiquei longe o suficiente.
A cada dia que andei
Andei sem pensar
Corri, descansei
Parei por ainda de ti gostar.
Mas pensei, para quê parar?
Para voltar a pisar, humilhar
Segui em frente e jurei para mim
Nunca mais para trás olhar.
Contigo aprendi uma coisa valiosa,
O suficiente nunca será gostar
Porque gostar foi o que mais fiz...
Temos que querer ficar.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Estranho oposto
Menti,
Por mais verdade que a mentira tivesse
Menti,
Por mais sorriso que a mentira me desse
Menti,
Ai sentimento estranho que de mim transparece
Menti.
Verdade estranha
Que a vida me traz
Que me mostra e me apanha
Me toca, me arranha
Que ver não sou capaz.
Contrario cada passo que dou
Olho para a frente mas ando para trás
Penso no futuro que a vida me levou
Penso no passado que desaparece a passo fugaz.
Penso a que me agarrar
Se consigo ter força para não cair
Não choro, não fico triste, trato de me enganar
Ando às escuras mas aprendi,
Mesmo assim,
A continuar a sorrir.
Por mais verdade que a mentira tivesse
Menti,
Por mais sorriso que a mentira me desse
Menti,
Ai sentimento estranho que de mim transparece
Menti.
Verdade estranha
Que a vida me traz
Que me mostra e me apanha
Me toca, me arranha
Que ver não sou capaz.
Contrario cada passo que dou
Olho para a frente mas ando para trás
Penso no futuro que a vida me levou
Penso no passado que desaparece a passo fugaz.
Penso a que me agarrar
Se consigo ter força para não cair
Não choro, não fico triste, trato de me enganar
Ando às escuras mas aprendi,
Mesmo assim,
A continuar a sorrir.
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