
Quando olhas para mim
E tentas falar
Noto que cada palavra sentida
Se revela uma verdade
Uma verdade distorcida
Que pretende acalmar
Cada palavra que digo
Com a mentira de acreditar
Que és um ombro amigo.
Deves pensar que gosto de ver
Apenas gosto de acreditar!
Pelo menos naquele segundo
Não me sinto mal no meu ser
Pois naquele teu mundo
Não me queres ver sofrer.
Gosto do que sinto naquele instante
O instante a seguir magoa
Mas deve de ser do Ser inconstante
Que por mais que não queira ver
Sente que é sufocante
Não sentir aquele momento de prazer
Por achar que naquele segundo
Alguém compreendeu o seu viver.
Mas viro-me para o lado
E todo o meu mundo desaba
Não sei porque o fazes...
Posso fingir bem,
Mas não gosto de sofrer
Porque continuas a dizer então
Que gostas de mim e te preocupas
Se me magoas a mim
Por apenas à mentira
Me dares a honra de conhecer?
Não olhes para mim assim
Quando o teu intuito não é gostar,
Apenas fingir que sim...
