segunda-feira, 16 de junho de 2014

Sentimento sentido

Não olhes assim para mim,
Não olhes para as imperfeições que tanto tento esconder,
Esquecer,
Fingir não existir...

Não olhes assim para mim,
Para as perfeições que tento mostrar,
Que não me esforço por mascarar,
Que prefiro nem tentar disfarçar,
Por saber que é isso que te faz gostar.

Não olhes assim para mim,
Sorriso fingido, olhar mentido, sentimento sentido,
No fundo mais verdadeiro que um sonho vivido,
Cheio de altos e baixos,
De futuros ilusórios com um presente definido.

Não olhes assim para mim,
Que o sentimento sentido, outrora vivido,
No fundo sem sentido, vira rumo definido
E no fim, este sentimento ilusório e mentido
Vira o mais verdadeiro de ser vivido...

sexta-feira, 21 de março de 2014

Conversa sem continuação

No fundo eu sabia
Sabia que sorria
E teu sorriso não me correspondia
Não me preenchia
Daquele tipica felicidade
Que caracteriza o amar.

Lá bem no fundo eu sabia
Que gostando de ti eu sofria
Mas gostava...
Gostava por mim e por ti
Mas minha consciência sussurava
Tem cuidado, não te livres de mim assim.

Lá no fundo eu sentia
Que esquecia porque sim
Porque não queria pensar em mim.
Mas lá no fundo eu sabia
Sabia que esquecias porque sim,
Porque só querias pensar em ti.

No entanto, o tu passou a ser ele
O amar passou a ser conversa sem continuação
O olhar deixou de existir
O desejo, a paixão
Passou a ser simples ilusão
E no fim o nós era eu e ele
O ele que um dia teve o meu coração.

E no final eu senti,
Senti por mim e por ele,
Senti até não conseguir mais
Até não suportar mais,
Até a dor do gostar ser muito maior que o bom de amar.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Não foi suficiente...

Esperei tanto por ti
E esperei tanto de ti
Que cai na realidade e pensei
Que burra que fui, não estava em mim.

Esperei tanto tempo que de repente percebi
O tempo passa e eu aqui
Esperando quem não vem
Quem partiu sem para trás olhar
E eu aqui a esperar
Por algo que não vai voltar.

Agarrei-me ao que tinha
Escalei a passo largo
Sem olhar para trás
Andei a passo acelerado
Passei a fronteira e olhei para trás
Já não te vejo
Descansei, estou longe o suficiente
Para não ter que te ter perto
Finalmente, fiquei longe o suficiente.

A cada dia que andei
Andei sem pensar
Corri, descansei
Parei por ainda de ti gostar.

Mas pensei, para quê parar?
Para voltar a pisar, humilhar
Segui em frente e jurei para mim
Nunca mais para trás olhar.

Contigo aprendi uma coisa valiosa,
O suficiente nunca será gostar
Porque gostar foi o que mais fiz...
Temos que querer ficar.