Olhamos a vida a passar,
Sem rumo fixo,
Sem ancora para estabilizar,
Corremos no seu ritmo,
Tropeçamos e caímos,
Levantamos e surgimos
Pretendendo o tudo alcançar.
Deixamos o coração bater,
Passamos o tempo a tremer,
Vivemos numa tal euforia,
Numa passada forte
Para tocar na alegria,
Que atropelamos sem pensar,
Que pedimos desculpa
Sem ter tempo para parar,
Que vivemos cada dia
Como se cada segundo
Fosse o ultimo a contar.
Andamos que nem desajeitados,
Tropeçamos, pulamos telhados,
Corremos por estarmos cansados
Paramos mas nunca parados,
Vivemos na correria
De um Mundo atrapalhado
Que nos indica, na maioria
Os caminhos errados.
Lutamos por sorrir,
Lutamos por atingir
Cada passo que nos é mostrado.
Somos ensinados a não desistir,
A viver a pensar,
A nunca desanimar.
Vivemos no Mundo,
Em que a esperança é a ultima a morrer,
No entanto, nos caminhos que seguimos
Por mais esforço e vezes que não desistimos,
Vemos-nos desaparecer,
Por entre a terra e o mar,
E a esperança cá fica,
Para a nossa história contar.
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