Dentro de mim, ódio profundo
Ser vagabundo sem rumo e sem lar
Ser diminuto no meio do Mundo
Sem qualquer visão, sem qualquer olhar.
Ser invisivel aos olhos de alguém
Que pode ser qualquer um...
Sem que se perceba que és tu, e tu e tu...
Ser que se julga, se condena à culpa
De nunca ter feito
Aquilo que o ser perfeito devia fazer
Ser que não se perdoa
E que por isso se magoa
Mesmo sem querer...
Ser que chora sem que ninguém note
Que está a chorar.
Ser que sorri, que parece feliz
Para te enganar.
Ser que sou eu,
Ou que não o sou, nem sei que pensar.
Ser que se baralha,
Se esquece, se vai,
Para não mais voltar.
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