domingo, 4 de abril de 2010

Presente...

Não seguindo com olhos o sentido da vida,
Não sentindo o caminho que outrora senti
Encontro-me parada, perdida
Numa vida passada que eu construí.

A luz que na minha frente estava
Desapareceu, fugiu dali
Procuro-a desesperada
O que pode ter acontecido?Estava mesmo aqui...

Deixo de sentir a vida
Deixo de viver com sentido
Fico quieta no meu canto, esquecida
Desejando que ninguem dê por mim
E me deixe ficar, no meu mundo perdido.

Deixa para lá o que sinto
Pisa, esmaga cada palavra que digo
Esquece que existo
Apaga-me da tua vida, se és meu amigo.

No amigo imaginário
Em quem confiei a minha vida
Traduz-se nele o diário
De cada passo, de cada escolha
Que quero ver esquecida.

Temo que um dia tropece
Na vontade que tenho em sobreviver
E dê comigo a olhar
Para o brilho da luz que se desvanece
Na perda da vontade de querer...

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